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Câncer Colorretal

1. O que é?

É um tumor maligno que se instala no intestino grosso, subdividido em cólon e reto. O principal tipo é o adenocarcinoma.

Em 90% dos casos, ele se origina de um pólipo adenomatoso que, com o passar do tempo, sofre alterações em suas células.

2. Incidência

É um câncer que atinge homens e mulheres, com incidência discretamente maior na população masculina. Segundo o INC (Instituto Nacional de Câncer), o câncer colorretal é o terceiro mais frequente em homens (logo após o câncer de próstata e pulmão) e o segundo mais incidente nas mulheres, perdendo apenas para o câncer de mama.

Aparece nos adultos, geralmente a partir da quinta década de vida.

Seu desenvolvimento é de forma silenciosa, produzindo sintomas quando o estágio da doença já é avançado.

3. Fatores de risco

a) Dieta rica em carnes vermelhas e embutidos (salsichas, mortadelas etc…) e gorduras.

b) Não praticar exercício físico.

c) Obesidade, tabagismo e alcoolismo.

d) Idade acima de 50 anos.

e) Já ter tido pólipos, câncer colorretal ou doença inflamatória intestinal.

f) Ocorrência de câncer colorretal em familiares de 1º e 2º grau.

g) Síndromes hereditárias como polipose adenomatosa familiar e câncer colorretal hereditário sem polipose.

4. Principais sintomas

a) O sintoma mais comum é o sangramento nas evacuações (vivo ou escuro).

b) Alteração do hábito intestinal (diarreia ou intestino preso) e necessidade urgente de evacuar, com pouca quantidade de fezes.

c) Sintomas obstrutivos, como afilamento das fezes, sensação de esvaziamento incompleto, constipação persistente.

d) Anemia sem causa aparente, principalmente em indivíduos acima dos 50 anos.

e) Emagrecimento intenso e inexplicado, fraqueza e desânimo.

f) Sensação de dor na região anal.

Se apresentar algum desses sintomas, procure um médico e faça o exame (colonoscopia).

Importante lembrar que outras doenças, sem ser o câncer, também podem apresentar alguns desses sintomas.

5. Prevenção

a) Adotar uma dieta rica em frutas, verduras e vegetais, evitando excessos de carnes vermelhas e embutidos (salsichas, mortadelas etc…), assim como gorduras.

b) Praticar exercícios físicos e combater a obesidade.

c) Não fumar e não ingerir bebidas alcoólicas em excesso.

d) Submeter-se periodicamente a exames de rastreamento. Laboratorialmente, o exame de “sangue oculto nas fezes” auxilia o médico nesse diagnóstico. Porém, o mais importante e eficiente continua sendo a colonoscopia, que visualiza todo o cólon e reto e caso seja encontrado algum pólipo, este pode ser tratado ou retirado, prevenindo que se transforme em um tumor maligno.

e) Recomenda-se iniciar o rastreamento a partir dos 50 anos, exceto se houver casos na família, quando então a colonoscopia deve ser iniciada antes.

6. Tratamento

Numa fase inicial, o tratamento é menos agressivo, apenas retirando-se os pólipos ou lesões pela colonoscopia ou por cirurgias com ressecções locais dos tumores.

Nos tumores maiores há necessidade de cirurgia (convencional, laparoscópica ou robótica). Pode haver necessidade de radioterapia e/ou quimioterapia antes da cirurgia a critério médico. Tudo depende do local, tamanho e extensão da doença no cólon ou em outros órgãos (chamada de metástase).

Resumindo, quanto mais precoce o diagnóstico, menor a agressividade e o tempo de tratamento, com consequente melhora da qualidade de vida do paciente.

 

A PREVENÇÃO AINDA É O MELHOR DOS CUIDADOS!

Dra. Silvia Saullo
Patologista Clínica
Clínica Médica

 
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