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Muitas doenças, embora distintas, têm sintomas muito semelhantes e nos confundem em como proceder na hora de buscar ajuda.

Estamos vivendo períodos de clima seco, sem chuvas e com baixa umidade do ar, o que provoca o aparecimento de algumas doenças, decorrentes do tempo seco. Um dos principais prejuízos nessa época é a desidratação de células na pele e mucosas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o percentual de umidade do ar ideal deve estar em um nível igual ou superior a 60%. Quando esse índice fica abaixo dos 30%, o quadro já é considerado preocupante, devido ao aumento de casos envolvendo doenças respiratórias, alérgicas e viroses.

Entre os maiores sintomas promovidos pelo tempo seco, o ressecamento das mucosas nasais pode ser considerado o principal. Outros sintomas comuns são: olhos ressecados, garganta seca, irritação nos olhos, nariz  e pele, rouquidão, inflamação na faringe. A maior parte das doenças aparece em função dos agentes causadores ficarem mais tempo suspensos no ar, facilitando, assim, sua transmissão e contágio.

Mas, ainda convivendo com o Coronavírus, como podemos diferenciar um problema do outro? Seguem algumas dicas!

  • RINITE ALÉRGICA: é uma reação natural do nosso corpo quando entra em contato direto com agentes alérgenos, originando, então, mecanismos de defesa como espirros e coriza. Nesse caso, o umidificador de ar pode ajudar a combater o ar seco, lembrando que deve ser usado somente durante o sono, já que o excesso de umidade pode provocar outros tipos de alergia.
  • ASMA: é uma das doenças respiratórias crônicas mais comuns, caracterizada pela dificuldade em respirar, chiado e aperto no peito, respiração curta e rápida. Isso acontece devido a uma inflamação que afeta vias aéreas ou brônquios (que levam o ar para dentro dos pulmões). Os sintomas pioram à noite e nas primeiras horas da manhã, se acentuam com a exposição a alérgenos, poluição ambiental, fator emocional e mudanças do clima. O tratamento apropriado implica, inicialmente, em identificar o fator desencadeante para tentar evitá-lo. Além disso, seguir corretamente a prescrição médica e tomar bastante água, já que a hidratação ajuda muito a prevenir as crises. Dependendo do grau de complexidade, pode até ser uma ameaça à vida.
  • SINUSITE: causada por uma inflamação ao redor das vias nasais, impedindo a drenagem do muco e proporcionando aos vírus e bactérias um local para sua proliferação. Pode ser desencadeada por um resfriado ou por alergias. Os sintomas incluem dor de cabeça, dor facial, secreção e congestão nasal. Em relação à prevenção, umidificador, baldes de água e toalhas molhadas são bem-vindos na hora de dormir.
  • GRIPE, RESFRIADO E COVID-19: as três doenças são causadas por vírus e transmitidas da mesma forma: por gotículas de secreções respiratórias de uma pessoa infectada. No entanto, os agentes causadores são diferentes. A gripe é provocada pelo vírus da Influenza, o resfriado, por Rinovírus, Adenovírus e Parainfluenza, entre outros; e a COVID-19 pelo SARS-CoV-2. Os sintomas mais comuns dessas doenças são: tosse, dor de garganta, mal-estar, dores no corpo e cansaço. Nem sempre aparecem em todos os quadros, mas são comuns, principalmente no início da infecção. 


E o que pode ajudar a diferenciar uma da outra?
A evolução do quadro é um bom sinalizador!

a) GRIPE: é aguda, surge de um dia para outro, com sintomas fortes, como febre alta, calafrios, tosse seca, dor muscular, dor de cabeça, congestão nasal, fadiga e intenso mal-estar.

b) RESFRIADO: a evolução é lenta, os sintomas são mais leves, a febre nem sempre aparece ou é baixa, congestão nasal, dor de garganta. Evolução boa, melhora rápida em poucos dias.

c) COVID-19: pode apresentar todos os sintomas anteriores, além de outros, variando de intensidade individualmente. A evolução geralmente é gradual e o quadro se agrava após o 8º dia, quando há complicações (principalmente respiratórias). Às vezes, aparece a perda do olfato e paladar, que é raro nos resfriados e gripes.
Algumas pessoas ainda apresentam maior necessidade de cuidados, exigindo um acompanhamento maior, são os chamados “grupos de risco”: idosos, gestantes, pacientes com comorbidades, com neoplasias ou qualquer outra doença que diminua a imunidade.

Mas se estiver em dúvida com relação aos seus sintomas, procure ajuda. Consulte seu médico, faça um teste laboratorial (seguindo as recomendações das datas em que devem ser colhidas as amostras) e siga as orientações divulgadas pela OMS e Ministério da Saúde.

  • DENGUE, ZIKA e CHIKUNGUNYA: as três doenças são causadas por um Arbovírus, transmitido por picadas de insetos, especialmente os mosquitos (no caso das três, Aedes aegypti). Aliás, uma das características dessas doenças é que o período do ano de maior transmissão são os meses mais chuvosos de cada região, porque o mosquito precisa da água parada para proliferar. Febre, mal-estar generalizado, moleza no corpo e náuseas são alguns dos sintomas dessas viroses, que podem ser confundidos com gripe ou mesmo COVID-19.

Às vezes, é preciso acompanhar um pouco a evolução para poder se diferenciar:
– Se surgirem dores de cabeça e musculares muito intensas, com dor ao movimentar os olhos e manchas vermelhas pelo corpo, temos um sinal de alerta para a Dengue. 
– “Vermelhidão em todo corpo com muita coceira”, febre baixa, conjuntivite (olho vermelho) sem secreção, dor muscular, mas principalmente dor nas juntas, nos fazem pensar em Zika.
–  Febre, dores intensas nas juntas em geral bilaterais, pele e olhos avermelhados, náuseas e vômitos, pode ser Chikungunya.
Lembrando que cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas.

Em caso de suspeita de dengue, nos primeiros quatro ou cinco dias usa-se um teste chamado NS1 para detectar a doença. A partir do sexto ou sétimo dia, o diagnóstico laboratorial é feito a partir da pesquisa de anticorpos. 

É. Às vezes, parece… mas não é! E pode ser difícil até mesmo para o especialista. Por isso, é preciso muita atenção, cuidado e acompanhamento em cada caso. Conte sempre com a nossa parceria!

Porque,

ESTAR JUNTO COM VOCÊ É VITAL!

Dra. Silvia Saullo
Patologista Clínica/Clínica Médica

Referências:

  1. Chikungunya: Manejo Clínico – Ministério da Saúde
    chikungunya_manejo_clinico.pdf (saude.gov.br)
  2. Dengue: Diagnóstico e Manejo Clínico (Adultos e crianças) – Ministério da Saúde
    dengue-manejo-adulto-crianca-5d.pdf (saude.gov.br)
  3. Vírus Zika no Brasil – A resposta do SUS – Ministério da Saúde
    virus_zika_brasil_resposta_sus.pdf (saude.gov.br)
  4. Cadernos de Atenção Básica: Doenças Respiratórias Crônicas – Ministério da Saúde
    Doenças Respiratórias Crônicas (saude.gov.br)
  5. Novo Coronavírus: Informações Básicas – Ministério da Saúde
    Novo Coronavírus (Covid-19): informações básicas | Biblioteca Virtual em Saúde MS (saude.gov.br)

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