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1. Com a monotonia, rotina, estresse e nervosismo gerado na pandemia, associado às crianças fechadas em casa e sem possibilidade de sair ou viajar, muitas pessoas acabam enxergando que o jeito é beber para relaxar ou conseguir manter a vida sexual ativa.

Esse é um conceito antigo que pode até funcionar quando aplicado com moderação. O álcool no início, em pequenas doses, reduz a ansiedade, deixa a pessoa mais extrovertida, alegre, porém, à medida que as doses vão aumentando, tem um efeito depressor no Sistema Nervoso Central: letargia, sonolência, diminuição dos reflexos e piora no desempenho sexual.

2. O aumento do consumo de álcool precisa ser levado em consideração especialmente por mulheres em idade fértil e sexualmente ativas, visto que álcool e gestação não combinam, mesmo que no início ou sem o conhecimento da gravidez. 

Sabemos que esse é um assunto bastante polêmico. O conceito de que no início da gestação o risco é menor existe, porém, o consenso atual dos especialistas é: na gravidez, nenhuma dose é segura. É preciso ter consciência, a partir do conhecimento da gestação para cessar o consumo alcóolico. Além disso, procure o seu médico e inicie o quanto antes o pré-natal.

3. O aumento do consumo de álcool em casa acabou elevando também o número de casos de violência doméstica e maus tratos.

Com o excesso de bebida, os comportamentos e a capacidade de julgamento tornam-se alterados, há perda de controle de impulsos e mais agressividade.

4. O consumo de álcool frequente pelos pais aumentou na frente das crianças.

Vale lembrar que nossos filhos aprendem com nosso exemplo, muito mais que palavras. Precisamos ficar atentos sobre o quanto esse comportamento irá influenciar a vida deles, quando terminar a pandemia.  

5. O aumento do consumo de bebida também aumentou os casos de “ressaca”. Você sabe o que causa essa sensação e como cuidar-se nestes casos?

O álcool é metabolizado no fígado, onde uma de suas funções é inativar as substâncias tóxicas. Ele é primeiro transformado em acetaldeído (uma substância 30 vezes mais tóxica para a célula que o etanol) e só depois em ácido acético (não tóxico). A ressaca ocorre basicamente por três motivos: intoxicação pelo acetaldeído, baixa na glicose sanguínea (hipoglicemia) e desidratação. Um dos efeitos ruins do álcool no cérebro é inativar um hormônio chamado ADH (antidiurético) que controla a quantidade de água corporal. Por isso que logo após a ingestão de álcool começamos a urinar o tempo todo, isso leva à desidratação. Não existe remédio que cure ressaca. O importante é a hidratação (água e sucos são ideais), bastante repouso e ingestão de carboidratos.