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Os aprendizados da Pandemia podem mudar como vemos a Aids e quem vive com HIV?

O ano de 2020 não será esquecido tão cedo.

No futuro certamente pensaremos nos desafios superados e no quão preciosa é a nossa saúde, liberdade e o sentimento de solidariedade, entre tantas outras lições aprendidas durante a pandemia.

Ainda na história recente, o HIV, há 40 anos, foi uma epidemia que ceifou a vida de milhares de pessoas, além de marginalizar as pessoas que viviam com HIV, principalmente homossexuais.

Para se ter uma ideia, no início dos anos 80 um dos apelidos dados à Aids foi “Câncer Gay”, um nome inconcebível nos dias de hoje diante do nosso conhecimento sobre o vírus.

A medicina avançou muito, e hoje o paciente que vive com HIV tem a possibilidade de ter qualidade de vida, desde que siga as recomendações médicas.

Mas e no âmbito social? Podemos fazer mais?

Para iniciar o dezembro vermelho e o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, resolvemos refletir sobre como os aprendizados da pandemia podem jogar uma nova luz na forma como encaramos a Aids e quem vive com HIV.

Primeiro, vamos ver alguns dados recentes sobre a doença.

ESTATÍSTICAS GLOBAIS SOBRE HIV 2020

Em 2019, havia 38 milhões de pessoas vivendo com HIV, sendo:

– 36,2 milhões [30,2 milhões– 42,5 milhões] de adultos.

– 1, milhão de crianças (menos de 15 anos).

– 81% de todas as pessoas vivendo com HIV conheciam seu estado sorológico positivo.

– Cerca de 7,1 milhões de pessoas não sabiam que estavam vivendo com HIV.

NOVAS INFECÇÕES POR HIV

– Houve redução de 40% desde o pico em 1998.

– Em 2019, houve cerca de 1,7 milhão de novas infecções por HIV, em comparação com 2,8 milhões em 1998.

– Desde 2010, as novas infecções por HIV diminuíram cerca de 23%, de 2,1 milhões para 1,7 milhão, em 2019.

– Desde 2010, novas infecções por HIV entre crianças diminuíram em 52%, de 310.000 em 2010 para 150.000 em 2019.

MORTES RELACIONADAS À AIDS

– Houve redução de mais de 60% desde o pico em 2004.

– Em 2019, cerca de 690.000 de pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS em todo o mundo, em comparação com 1,7 milhão em 2004.

– A mortalidade relacionada à AIDS diminuiu 39% desde 2010.

Fonte: unaids.org.br/estatisticas

COVID-19: quais aprendizados sobre a pandemia podem mudar a forma como vemos a Aids e quem vive com HIV?

1- A COVID-19 não tem uma maior inscidência em determindado sexo, raça, ou identidade de gênero. O mesmo vale para o vírus HIV.

O único fator que deve ser mencionado é que, na população de baixa renda, infelizmente, a carência de acesso à educação sobre o tema e um acompanhamento médico podem ocasionar na falta de uso de preservativo ou outros fatores de risco, aumentando a possibilidade de exposição à Aids.

Contudo, vale ressaltar que cada indivíduo possui a sua história de vida, e qualquer pré-conceito, além de incabível, pode ser caracterizado como crime, previsto em lei: respeito é fundamental.

2- Com o COVID, o diagnóstico precoce é importante. O mesmo vale para o vírus HIV.

Desde que sejam seguidas as recomendações médicas, o paciente que vive com HIV tem a possibilidade de viver a vida normalmente, inclusive com qualidade e segurança.

Mas obter bons resultados com o tratamento também depende de um diagnóstico precoce e de bom acompanhamento médico. Ou seja, fazer um teste laboratorial ou teste rápido o quanto antes é essencial. Além disso, tomar a medicação em dia, sem esquecê-la, faz parte do sucesso da terapia.

3 – Com o COVID, baixar a guarda por um instante pode significar a exposição ao vírus. O mesmo vale para o vírus do HIV.

A diferença é que, se você utiliza preservativo em todas as relações sexuais e não compartilha seringas, por exemplo, pode seguir a vida ciente que está seguro e fazendo a sua parte.

Mas, caso tenha se exposto à alguma situação de risco, é essencial que faça um exame.

A infecção pelo HIV pode ser detectada em (pelo menos) 30 dias, a contar da situação de risco. Isso porque o exame (o laboratorial ou o teste rápido) busca por anticorpos contra o HIV no material coletado. Esse período em que o corpo é infectado e começa a produzir anticorpos é chamado de janela imunológica.

Fica a dica: no Vital Brazil oferecemos exames para teste de HIV

Embora importante, não temos o costume de fazer alguns exames com frequência, e o de HIV é um deles. Que tal aproveitar o recesso de fim de ano no trabalho ou estudos para solicitar uma guia com o seu médico?

Aproveite este momento de conscientização e haja. Afinal, este é um importante aprendizado que a pandemia de COVID-19 nos trouxe: devemos sempre cuidar com carinho do nosso bem mais precioso: nossa saúde. 😉