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Segundo a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), o câncer intestinal (que compreende o cólon e reto) é o segundo tipo de câncer mais frequente no nosso país, seguindo o da próstata nos homens e o da mama entre as mulheres. 

Em todo mundo, a incidência da doença vem crescendo entre os adultos jovens. Com a pandemia da Covid-19 muitas pessoas deixaram de fazer seus exames preventivos e interromperam processos de diagnóstico, levando à um aumento desse índice, já que a demora na descoberta pode agravar a doença e dificultar o tratamento e a cura.

Apesar dos diagnósticos de câncer colorretal terem reduzido quase pela metade, aumentou a proporção de pacientes com doença avançada e sem cobertura de saúde no Brasil. Esses dados foram apresentados no British Journal of Surgery por especialistas brasileiros de Cirurgia Oncológica, Oncologia Clínica, Radiologia e Epidemiologia.
Esse trabalho começou no meio da chamada “primeira onda” da pandemia, entre maio e junho de 2020, no A.C.Camargo Cancer Center.

Os autores destacaram que houve redução de 46,3% nos novos casos diagnosticados em um dos maiores centros de referência em Oncologia do país. Segundo Dr. Samuel Aguiar Junior, autor do estudo e líder do Centro de Referência em Tumores Colorretais do A.C.Camargo:

Os resultados e as conclusões nos mostram que, mesmo continuando com as medidas sanitárias de combate à pandemia, os serviços de saúde devem se organizar para manter abertas as vias de diagnóstico e tratamento oncológico”.

Paralelamente ao fato de haver uma significativa diminuição dos casos recém-diagnosticados, foi observado um aumento da prevalência de doença localmente avançada, assim como uma proporção de pacientes sem seguro para cobertura de custos.

Neste momento, em que o Brasil enfrenta novamente um número alto de mortes diárias por COVID-19, é de grande importância o diálogo com a sociedade para que as pessoas mesmo respeitando as diretrizes de distanciamento social, se mantenham atentas aos sinais do corpo e prossigam com a rotina de prevenção, diagnóstico e tratamento.

Segundo Dr. Sidney Nadal (presidente da SBCD) o câncer de intestino é passível de prevenção, por isso os exames preventivos não podem ser adiados.

Cerca de 90% dos casos de câncer colorretal tem origem a partir de um pólipo, que é uma alteração causada pelo crescimento anormal da mucosa do intestino grosso. Inicialmente são pequenos e benignos, mas podem crescer e se transformarem em malignos,” alerta Dr. Nadal.

Os pólipos podem ser identificados e removidos através da colonoscopia (exame de imagem realizado com um aparelho flexível introduzido no ânus até o intestino, com o paciente anestesiado).

Recomenda-se que a primeira colonoscopia seja realizada aos 50 anos, porém se houver histórico de tumor intestinal na família, o rastreamento deve ser iniciado antes.

O exame de sangue oculto nas fezes é outra opção que pode detectar sangue não visível a olho nu. Caso seja positivo, o especialista pode recomendar a colonoscopia.
Para prevenir o câncer colorretal alguns hábitos são recomendados:

  • Praticar exercícios físicos regularmente
  • Manter o peso sob controle
  • Não fumar
  • Não consumir bebidas alcóolicas em excesso
  • Ter uma alimentação rica em verduras, frutas, legumes, farelos e cereais
  • Beber cerca de dois litros de água por dia
  • Evitar o consumo em excesso de carne vermelha e alimentos processados e embutidos como salsicha, linguiça, salame, presunto etc..

Sintomas:

  • Sangue nas fezes
  • Alterações de hábitos intestinais (diarreia ou prisão de ventre persistente), cólicas, dor na região anal
  • Fraqueza, anemia e emagrecimento

Se notar qualquer um desses sintomas procure um médico, mesmo que seja por uma consulta on-line. Com seu histórico ele poderá orientá-lo sobre a melhor conduta a tomar.
Podemos encontrar mais informações através da Campanha de Prevenção do Câncer de Intestino, promovida pela SBCP, nas redes sociais:

Dra. Silvia Saullo
Clínica Médica/Patologista Clínica

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